https://www.youtube.com/watch?v=gpPW9NyOWYo
https://www.youtube.com/watch?v=MtlcxGKnLYs
"Aquele que quer aprender a voar um dia precisa primeiro aprender a ficar de pé, caminhar, correr, escalar e dançar; ninguém consegue voar só aprendendo vôo." Nietzsche
Professor Iasson, O SOBERANO
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domingo, 30 de agosto de 2015
quarta-feira, 19 de agosto de 2015
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
3º. Ano - Cecamp - Sociologia - Trabalho em grupo (P1): A Indústria Cultural. Data: 14 e 21/08.
Temas - Indústria Cultural
Grupo 01 - Música e a Indústria Cultural
Grupo 02 - Cinema e a Indústria Cultural
Grupo 03 - Propaganda e a Indústria Cultural
Grupo 04 - Arte e a Indústria Cultural
Grupo 05 - Telenovelas e a Indústria Cultural
Grupo 06 - Revistas e a Indústria Cultural
Grupo 07 - Consumismo e a Indústria Cultural
Grupo 08 - A Indústria Cultural no Brasil
Grupo 09 - Moda e a Indústria Cultural
Apresentação em slides.
Leitura complementar:
Indústria Cultural impede a formação de indivíduos autônomos, independentes, capazes de julgar e de decidir conscientemente. Com as palavras do próprio Adorno, podemos compreender o porque das suas reflexões acerca desse tema.
Theodor Wiesengrund-Adorno, em parceria com outros filósofos contemporâneos, estão inseridos num trabalho muito árduo: pensar filosoficamente a realidade vigente. A realidade em que vivia estava sofrendo várias transformações, principalmente, na dimensão econômica. O Comércio tinha se fortalecido após as revoluções industriais, ocorridas na Europa e, com isso, o Capitalismo havia se fortalecido definitivamente, principalmente, com as novas descobertas cientificas e, conseqüentemente, com o avanço tecnológico. O homem havia perdido a sua autonomia. Em conseqüência disso, a humanidade estava cada vez mais se tornando desumanizada. Em outras palavras, poderíamos dizer que o nosso caro filósofo contemplava uma geração de homens doentes, talvez gravemente. O domínio da razão humana, que no Iluminismo era como uma doutrina, passou a dar lugar para o domínio da razão técnica. Os valores humanos haviam sido deixados de lado em troca do interesse econômico. O que passou a reger a sociedade foi a lei do mercado, e com isso, quem conseguisse acompanhar esse ritmo e essa ideologia de vida, talvez, conseguiria sobreviver; aquele que não conseguisse acompanhar esse ritmo e essa ideologia de vida ficava a mercê dos dias e do tempo, isto é, seria jogado à margem da sociedade. Nessa corrida pelo ter, nasce o individualismo, que, segundo o nosso filósofo, é o fruto de toda essa Indústria Cultural.
Segundo Adorno, na Indústria Cultural, tudo se torna negócio. Enquanto negócios, seus fins comerciais são realizados por meio de sistemática e programada exploração de bens considerados culturais.Um exemplo disso, dirá ele, é o cinema. O que antes era um mecanismo de lazer, ou seja, uma arte, agora se tornou um meio eficaz de manipulação. Portanto, podemos dizer que a Indústria Cultural traz consigo todos os elementos característicos do mundo industrial moderno e nele exerce um papel especifico, qual seja, o de portadora da ideologia dominante, a qual outorga sentido a todo o sistema.
É importante salientar que, para Adorno, o homem, nessa Indústria Cultural, não passa de mero instrumento de trabalho e de consumo, ou seja, objeto. O homem é tão bem manipulado e ideologizado que até mesmo o seu lazer se torna uma extensão do trabalho. Portanto, o homem ganha um coração-máquina. Tudo que ele fará, fará segundo o seu coração-máquina, isto é, segundo a ideologia dominante. A Indústria Cultura, que tem com guia a racionalidade técnica esclarecida, prepara as mentes para um esquematismo que é oferecido pela indústria da cultura – que aparece para os seus usuários como um “conselho de quem entende”. O consumidor não precisa se dar ao trabalho de pensar, é só escolher. É a lógica do clichê. Esquemas prontos que podem ser empregados indiscriminadamente só tendo como única condição a aplicação ao fim a que se destinam. Nada escapa a voracidade da Indústria Cultural. Toda vida torna-se replicante. Dizem os autores:
Ultrapassando de longe o teatro de ilusões, o filme não deixa mais à fantasia e ao pensamento dos espectadores nenhuma dimensão na qual estes possam, sem perder o fio, passear e divagar no quadro da obra fílmica permanecendo, no entanto, livres do controle de seus dados exatos, e é assim precisamente que o filme adestra o espectador entregue a ele para se identificar imediatamente com a realidade. Atualmente, a atrofia da imaginação e da espontaneidade do consumidor cultural não precisa ser reduzida a mecanismos psicológicos. Os próprios produtos (...) paralisam essas capacidade em virtude de sua própria constituição objetiva (ADORNO & HORKHEIMER, 1997:119).
Fica claro portanto a grande intenção da Indústria Cultural: obscurecer a percepção de todas as pessoas, principalmente, daqueles que são formadores de opinião. Ela é a própria ideologia. Os valores passam a ser regidos por ela. Até mesmo a felicidade do individuo é influenciada e condicionada por essa cultura. Na Dialética do Esclarecimento, Adorno e Horkheimer exemplificam este fato através do episódio das Sereias da epopeia homérica. Ulisses preocupado com o encantamento produzido pelo canto das sereias tampa com cera os ouvidos da tripulação de sua nau. Ao mesmo tempo, o comandante Ulisses, ordena que o amarrem ao mastro para que, mesmo ouvindo o cântico sedutor, possa enfrentá-lo sem sucumbir à tentação das sereias. Assim, a respeito de Ulisses, dizem os autores:
O escutado não tem conseqüências para ele que pode apenas acenar com a cabeça para que o soltem, porém tarde demais: os companheiros, que não podem escutar, sabem apenas do perigo do canto, não da sua beleza, e deixam-no atado ao mastro para salvar a ele e a si próprios. Eles reproduzem a vida do opressor ao mesmo tempo que a sua própria vida e ele não pode mais fugir a seu papel social. Os vínculos pelos quais ele é irrevogavelmente acorrentado à práxis ao mesmo tempo guardam as sereias à distância da práxis: sua tentação é neutralizada em puro objeto de contemplação, em arte. O acorrentado assiste a um concerto escutando imóvel, como fará o público de um concerto, e seu grito apaixonado pela liberação perde-se num aplauso. Assim o prazer artístico e o trabalho manual se separam na despedida do antemundo. A epopéia já contém a teoria correta. Os bens culturais estão em exata correlação com o trabalho comandado e os dois se fundamentam na inelutável coação à dominação social sobre a natureza (ADORNO & HORKHEIMER, 1997:45).
É importante frisar que a grande força da Indústria Cultural se verifica em proporcionar ao homem necessidades. Mas, não aquelas necessidades básicas para se viver dignamente (casa, comida, lazer, educação, e assim por diante) e, sim, as necessidades do sistema vigente (consumir incessantemente). Com isso, o consumidor viverá sempre insatisfeito, querendo, constantemente, consumir e o campo de consumo se torna cada vez maior. Tal dominação, como diz Max Jimeenez, comentador de Adorno, tem sua mola motora no desejo de posse constantemente renovado pelo progresso técnico e científico, e sabiamente controlado pela Indústria Cultural. Nesse sentido, o universo social, além de configurar-se como um universo de “coisas” constituiria um espaço hermeticamente fechado. E, assim, todas as tentativas de se livrar desse engodo estão condenadas ao fracasso. Mas, a visão “pessimista” da realidade é passada pela ideologia dominando, e não por Adorno. Para ele, existe uma saída, e esta, encontra-se na própria cultura do homem: a limitação do sistema e a estética.
Na Teoria Estética, obra que Adorno tentará explanar seus pensamentos sobre a salvação do homem, dirá ele que não adiante combater o mal com o próprio mal. Exemplo disso, ocorreram no nazismo e em outras guerras. Segundo ele, a antítese mais viável da sociedade selvagem é a arte. A arte, para ele, é que liberta o homem das amarras dos sistemas e o coloca com um ser autônomo, e, portanto, um ser humano. Enquanto para a Indústria Cultural o homem é mero objeto de trabalho e consumo, na arte é um ser livre para pensar, sentir e agir. A arte é como se fosse algo perfeito diante da realidade imperfeita. Além disso, para Adorno, a Indústria Cultural não pode ser pensada de maneira absoluta: ela possui uma origem histórica e, portanto, pode desaparecer.
Por fim, podemos dizer que Adorno foi um filósofo que conseguiu interpretar o mundo em que viveu, sem cair num pessimismo. Ele pôde vivenciar e apreender as amarras da ideologia vigente, encontrando dentro dela o próprio antídoto: a arte e a limitação da própria Indústria Cultural. Portanto, os remédios contra as imperfeições humanas estão inseridos na própria história da humanidade. É preciso que esses remédios cheguem a consciência de todos (a filosofia tem essa finalidade), pois, só assim, é que conseguiremos um mundo humano e sadio.
Referências bibliográficas:ADORNO, Theodor W. Textos Escolhidos. Trad. Luiz João Baraúna. São Paulo: Nova Cultural, 1999. (Os Pensadores)ADORNO, Theodor W. Mínima Moralia: Reflexões a partir da vida danificada. Trad. Luiz Eduardo Bisca. São Paulo: Ática, 1992.HORKHEIMER, M., e ADORNO, T. W., Dialética do Esclarecimento: Fragmentos filosóficos. Trad. Guido Antonio de Almeida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997.HABERMAS, J. O Discurso filosófico da modernidade. Trad. Ana Maria Bernardo e outros. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1990.BARCELLOS, Carine. A questão da moral na cultura contemporânea. In: Comunicações, 4, Piracicaba – UNIMEP, p. 70-90, nov. 2000.
quarta-feira, 17 de junho de 2015
CEAPE - 3ª Série - Nazismo - Como fenômeno Hitler pode existir?
O mito Adolf Hitler
Nos 120 anos do nascimento do líder nazista, seu mais respeitado biógrafo explica como um homem carismático foi capaz de arrastar a Alemanha para a Segunda Guerra Mundial e provocar o Holocausto
por Fernando Eichenberg
É pouco provável que algum dirigente político do século 20 tenha igualado o grau de popularidade alcançado por Adolf Hitler (1889-1945) na Alemanha, nos dez anos que se seguiram a sua chegada ao poder, em 30 de janeiro de 1933. O apoio da população ao Partido Nazista era tímido se comparado à veneração dos alemães por seu líder máximo. O culto ao mito exerceu um papel determinante no funcionamento do Terceiro Reich e na aterradora dinâmica do nazismo. Adorado pelo povo, adulado por seus subordinados e temido no resto da Europa, Hitler entrou para a História como a encarnação da barbárie, o artífice do Holocausto, o símbolo de um dos regimes mais horrendos já conhecidos da humanidade.
Neste ano, completam-se 120 anos do nascimento de Hitler. Em abril de 1943, em uma Inglaterra bombardeada, nascia Ian Kershaw, que seria seu mais conceituado biógrafo. Kershaw, portanto, experimentou a guerra, mas debutou pesquisando a Idade Média. Só nos anos 1970 mergulhou no período mais trágico da Alemanha moderna. Suas teses sobre a popularidade de Hitler ampliaram a compreensão das engrenagens do nazismo. Seu trabalho monumental sobre o Führer - dois volumes somando 2500 páginas - é uma obra de referência obrigatória.
Em Paris para lançar a versão resumida do livro, Kershaw, hoje professor da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, reservou espaço de sua agenda para, em uma sala de hotel, conversar com AVENTURAS NA HISTÓRIA.
Para o senhor, a real importância de Hitler não estava em si mesmo, mas em como os alemães o viam. Como isso foi possível?
Em períodos de grande crise, surgem profetas oferecendo salvação. Não significa necessariamente que o personagem seja grandioso, mas ele tem qualidades de liderança heroica. O indivíduo Hitler não tinha grande apelo pessoal. À primeira vista, é difícil entender o que o povo enxergava nele. Mas, num contexto de perda da Primeira Guerra, humilhação nacional, turbulências políticas e miséria econômica, as pessoas estavam preparadas para investir nesse homem, ver nele qualidades que poderiam trazer uma salvação para a Alemanha.
O senhor diz que ele era um "ditador preguiçoso", que não se envolvia no funcionamento do governo. Mas discorda da tese do historiador alemão Hans Mommsen de que era um"ditador fraco". Como defini-lo?
O estilo de sua liderança não era de se envolver em todos os níveis. Não era como Josef Stálin (1878-1953), que controlava todas as diretivas. Hitler se contentava em deixar as coisas correrem, desde que na direção que ele determinou. Em outras questões, durante a guerra, ele estava longe de ser preguiçoso. Mergulhou mais e mais no microgerenciamento militar, o que foi catastrófico para a Alemanha.
De que forma seu conceito de "trabalhar para o Führer" explica a liderança de Hitler?
"Trabalhar para o Führer" era como se operava o gerenciamento: os subordinados antecipavam o patrão. Hitler representava ideias-chave que outras pessoas colocavam em prática. Estruturavam uma visão para o futuro, mas ao mesmo tempo delineavam políticas abaixo de Hitler, sem que ele precisasse dar muitas direções.
A ditadura nazista era instável?
Sim, mas esse debate perde o foco principal. Claro que havia diferentes grupos de poder, mas cada um tinha de operar de forma coincidente com as ideias representadas por Hitler. O determinante crucial desse regime era sua liderança. Sem isso, só haveria a competição de feudos.
Hitler era uma pessoa tediosa?
Ele era bastante repetitivo. Seus secretários e assistentes ouviram as mesmas histórias centenas de vezes. Por outro lado, o interesse que ele provocava nas pessoas ao redor vinha do poder que encarnava. Quando Hitler chegou ao governo, parecia que o céu era o limite, havia dinheiro para todo os projetos. Se você é arquiteto, construa seus edifícios monumentais. Se é engenheiro, projete uma via férrea até a Criméia. Se é médico, agora pode fazer experiências em seres humanos. Projetos grandiosos se tornaram possíveis. Isso em relação a seu entourage. Para o povo, que o ouvia no rádio ou em seus comícios, ele era uma imagem. Num show de música pop, você não conhece o cantor, só vê o que ele representa. Era o caso de Hitler.
O Führer se dizia guiado pela providência. Ele acreditava nisso?
Sim. Ele sentia ser alguém especial. Até o fim da Primeira Guerra, Hitler era um fracassado. Mais tarde, as circunstâncias mudaram. As pessoas passaram a vê-lo como alguém diferente, ele falava às pessoas comuns de uma maneira que outros não faziam. Com o passar do tempo, o ciclo se acelera: quanto mais ele obtém sucessos, mais tem a adulação das massas, mais acha que é infalível, mais pensa que caminha com "a certeza instintiva de um sonâmbulo" - como afirmou em 1936. Hitler tinha essa combinação de um ideólogo idealista e firme com um brilhante propagandista, junto com um esperto homem de Estado que conhecia a fraqueza dos oponentes. Isso tudo junto fazia dele um tipo de líder muito perigoso, um caso patológico.
Pouco antes do fim da guerra, Hitler acreditava em virar o jogo?
Até muito perto do fim ele achou que haveria no último momento uma disputa entre os aliados, e não era o único a pensar nisso. Penso que somente muito tarde ele se deu conta de que tinha perdido. Por outro lado, Hitler teve momentos de absoluta lucidez e realismo na guerra. Ele reconhecia a realidade, não era um idiota. Nas últimas semanas do Terceiro Reich, por um lado, ele se agarrava às suas últimas chances; por outro, tinha consciência de que estava acabado e se preparou para uma saída heroica.
Estados Unidos, Japão e América do Sul entraram em seus planos?
Seu grande objetivo era destruir o bolchevismo judeu baseado na União Soviética. Em relação aos Estados Unidos, em seu chamado Segundo Livro, escrito em 1928 e nunca publicado em vida, ele fala bem mais do tema do que em Minha Luta [sua primeira obra]. Nos anos 1930, a América se tornou um problema real. Se ela entra na guerra, os alemães não teriam como combatê-la. Mas ele não levou a América do Sul em consideração. Em 1941, Roosevelt produziu um mapa da América Latina com planos de invasão alemã, mas eles eram falsos.
O genocídio foi decidido entre 1941 e 1942. Como isso se deu?
O imperativo de remoção dos judeus estava lá desde o início, mas decidir como fazê-lo demorou, e as propostas foram alteradas ao longo do tempo. Quando a guerra começou, a Alemanha lidava não só com 500 mil judeus no país, mas com outros 2,5 milhões na Polônia. A logística para resolver esse problema fracassou. O plano de levá-los para Madagascar falhou no verão de 1940. Então surgiu a ideia da deportação para a Rússia. Logo que a guerra fosse vencida nesse front, os judeus do oeste europeu seriam deportados para lá. Mas a guerra não terminou. A improvisação desembocou nas câmeras de gás na Polônia.
Segundo o senhor, Hitler foi decisivo no desenvolvimento da política do genocídio, mas muitas das decisões foram tomadas sem ordens dele. Como funcionava esse mecanismo?
Existem registros sobre a Solução Final, mas não há documentos com "a" decisão de Hitler. Quase nunca houve relatos escritos, mas sabemos, por exemplo, que em dezembro de 1941 ele conversou privadamente com Heinrich Himmler [chefe da SS] sobre o assunto. Sabemos de um relatório que lhe foi enviado e que revela a morte de 350 mil judeus. É certo que ele tinha consciência de tudo, só não falava abertamente sobre isso. Mas ele foi central na política de extermínio. Sem Hitler, não haveria Holocausto.
Em 1943, Himmler disse que o Holocausto era "uma gloriosa página" da História alemã, "que nunca poderá ser escrita". Como era isso para Hitler?
Ele considerava os judeus uma ameaça cósmica. Não se tratava apenas de um problema da Alemanha, onde eles eram apenas 0,76% da população em 1933 e não estavam em posição de desafiar o poder. Para ele, os judeus estavam em Moscou à frente do bolchevismo, mas também dirigindo o capitalismo em Nova York e em Londres. Essa ameaça demandava uma solução apocalíptica. A questão é que Hitler e Himmler não sabiam qual seria a resposta da população alemã. Por isso o segredo.
O programa de extermínio de doentes mentais começou em 1939. De que forma ele se compara com a decisão sobre os judeus?
Hitler autorizou esse plano em cinco linhas escritas em folhas com seu cabeçalho pessoal. Não houve uma lei, apenas essas linhas autorizando seu próprio médico a dirigir esse programa. Foi algo mantido em segredo, camuflado por arranjos para remover os doentes mentais para os hospícios onde seriam executados. Mas rumores começaram a circular e o programa foi cancelado. É provável que Hitler tenha aprendido uma lição: nada por escrito e segredo total. E obviamente há uma relação direta entre as técnicas de gás utilizadas na eutanásia e no extermínio dos judeus.
Qual a relação entre o antissemitismo da população em geral e o do Partido Nazista?
Havia na Alemanha um antissemitismo latente muito difundido. Muitas pessoas achavam que os judeus eram poderosos demais, controlavam a economia e a mídia de massa. Mas elas não eram propensas a se engajar em ações violentas contra os judeus. Hitler era o mais radical dos radicais em termos de antissemitismo. Com o tempo, mais e mais pessoas foram absorvidas pelo Partido Nazista, que era determinado por essa necessidade patológica de expulsar os judeus. Mais as pessoas aderiam ao partido, mais estavam expostas a isso. E assim o antissemitismo dos radicais do partido se estendeu à burocracia de Estado, sem ter penetrado da mesma maneira no povo em sua maioria.
Quais foram os limites da penetração ideológica nazista?
A propaganda foi bem-sucedida na criação do mito do Führer como um grande líder carismático. Também foi importante para explorar o sentimento nacionalista dos alemães e na intensificação do ódio aos judeus. Mas, em outras áreas do dia a dia, a propaganda nazista não foi tão bem-sucedida. As pessoas se preocupavam mais com os problemas do cotidiano.
Uma das frases do senhor é constantemente citada: "A estrada para Auschwitz foi construída com ódio, mas pavimentada pela indiferença". Qual seu significado?
Quis dizer que a dinâmica das forças dirigentes que conduziram a Auschwitz foi provida por esse ódio patológico imbuído em Hitler. Mas, para muitas das pessoas comuns, os problemas de todo dia predominavam. É uma atitude de fechar os olhos, virar as costas para o diabo. A dinâmica do ódio da minoria obteve sucesso porque a maioria não se importava.
O senhor já disse que, se vivesse na Alemanha nazista, poderia estar tão confuso como o povo na época.
Situações e circunstâncias mudam indivíduos. Pessoas que fizeram coisas horríveis na era nazista eram antes perfeitamente comuns. Claro, todos gostaríamos de pensar que seríamos antinazistas. Mas a verdade é que a maioria de nós iria transigir com o regime. Ao se ajustar, você é cada vez mais sugado, e talvez vá acabar no Exército ou em alguma organização, onde fará coisas que, no sentido moral, serão aberrantes.
Como é hoje a relação dos alemães com o Führer?
A Alemanha, mais que qualquer outro país, deu grandes passos para encarar seu trágico passado. Se você comparar com o Japão, a Espanha, a Itália ou a própria França ocupada, foi ela quem mais fez esforços para tentar entender o que ocorreu. É hoje uma democracia muito sólida e um dos países menos nacionalistas da Europa. Os alemães mostraram que é possível aprender algo com a História. Nas escolas, nas universidades, a era do nazismo e do Holocausto está devidamente tratada. É algo admirável.
Saiba mais
LIVRO
Hitler, 1889-1936, e Hitler, 1936-1945, Ian Kershaw, W.W. Norton, 1998 e 2000
Publicada em dois volumes, é considerada uma das melhores biografias já escritas sobre o Führer.
terça-feira, 9 de junho de 2015
CEAPE - 9º. ANO - TRABALHO EM DUPLA E/OU INDIVIDUAL - SEGUNDA GUERRA MUNDIAL - PARA 22/06/2015
TEMAS:
- Os Campos de Concentração.
- Participação brasileira na Segunda Guerra.
- Batalhas de Stalingrado e o Desembarque da Normandia.
- As Bombas Atômicas de Hiroshima e Nagasaki
- Líderes do Eixo na Segunda Guerra: Hitler, Mussolini, Imperador Hirohito; Hermann Goering e Heinrich Himmler.
- Líderes Aliados da Segunda Guerra: Winston Churchill, Joseph Stalin e Franklin Roosevelt, Charles de Gaulle e Getúlio Vargas.
- Os principais equipamentos utilizados na Segunda Guerra: inovações tecnológicas, aviões, navios, tanques etc.
CEAPE - 1ª. SÉRIE - TRABALHO EM Dupla e/ou individual - ROMA ANTIGA
Data da apresentação:17/05
Nota parcial do simulado: 0 a 5,0
Tempo para apresentação: mínimo de 5 minutos e máximo 8 minutos.
Critérios de avaliação: Domínio do conteúdo 1,0; Pesquisa 1,5; Slides 1,5; Postura: 1,0
Observação: Os uso de slides durante a apresentação é obrigatória.
- Caio Júlio César
- Otávio Augusto
- Tibério
- Galígula
- Cláudio
- Nero
- Vespasiano
- Tito
- Trajano
- Adriano
- Antônio Pio
- Marco Aurélio
- Constantino
- Aníbal Barca
- Iasson Prestes, O Grande.
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